A anunciada requalificação da Alameda São Boaventura, no bairro do Fonseca, em Niterói, está longe de ser unanimidade entre os moradores. Embora o projeto da Prefeitura prometa ciclovia, arborização e melhorias na iluminação, o que se ouve nas ruas e se lê nas redes sociais é um coro de preocupação — e ceticismo.
“Essa via está esgotada; não tem espaço disponível pra nada. Só tem um jeito: uma via elevada por cima do traçado do asfalto. Nada de obra faraônica; uma obra simples, rápida, barata com pré-moldado”, diz um morador em comentário no Facebook.
A Alameda, importante via de escoamento do tráfego vindo da Ponte Rio-Niterói, sofre há décadas com congestionamentos crônicos e alagamentos recorrentes. O canal que a corta de ponta a ponta transborda a cada chuva forte, transformando o bairro em um verdadeiro rio urbano.
A proposta atual não contempla soluções estruturais para esse problema hídrico. Ao mesmo tempo em que prevê a “reestruturação do sistema de drenagem, com foco na contenção de alagamentos”, o projeto inclui a construção de uma ciclovia elevada sobre o canal da Alameda, que será rodeado de vegetação.
“Acho que os bonitinhos desenhistas não pensaram nas chuvas fortes que inundam tudo por aqui. O Fonseca é um vale, cercado de morros. As águas pluviais escoam de que forma?”, questiona outro morador.
A crítica mais recorrente é sobre a falta de visão estratégica. Para muitos, o investimento de R$ 200 milhões seria mais bem aplicado na construção de um elevado — uma estrutura que permitiria o aumento da capacidade viária sem comprometer o espaço já saturado do bairro.
“Já prevejo o engarrafamento fenomenal que essa obra vai gerar. E não vai resolver o problema do trânsito, pois é reflexo da ponte”, alerta um comerciante local.
Apesar das promessas de requalificação urbana, os ônibus continuarão circulando junto ao canal da Alameda São Boaventura, obrigando passageiros a atravessarem pistas movimentadas para acessar os pontos. Desde que estes passaram a circular somente na faixa seletiva junto do canal, são frequentes os atropelamentos, alguns com vítimas fatais.
Por isso, moradores do Fonseca passaram a chamar a via de “Má Ventura”. A travessia continua sendo uma “roleta russa”, sem faixas seguras, sem tempo adequado nos semáforos e sem passarelas. Embora o projeto da Nova Alameda prometa melhorias na acessibilidade, não há previsão de travessias elevadas ou passagens subterrâneas que protejam os pedestres.
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