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Niterói tem empresa pública onde sempre cabe mais um afilhado político

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Paulo César Carreira, presidente da Emusa, assinando mais um contrato de obra milionária ao lado de Axel Grael

Mesmo sob pressão do Ministério Público estadual (MPRJ), a Emusa, empresa pública de Niterói responsável pela contratação de obras de grande porte no município, mantém mais de 1.200 funcionários recebendo salários sem precisar trabalhar. O levantamento foi feito pelo Tribunal de Contas.

A última diligência do MP constatou que apenas 60 pessoas aparecem para trabalhar na Emusa. Os demais 95% do pessoal contratado só comparece no fim do mês, nos caixas eletrônicos, para receber os salários. O MP já acionou a Emusa na Justiça para que cumpra a Lei da Transparência e informe quem e quanto recebe cada um dos afilhados políticos nomeados para cargos comissionados.

Por se recusar a divulgar essa lista de funcionários e salários a Emusa foi condenada a pagar multa diária até que venha a cumprir o que determina a Lei da Transparência e a decisão judicial. Como a Emusa continua desrespeitando a decisão judicial, o MP pediu que a multa seja aplicada diretamente na figura do presidente Paulo César Carreira. O valor ainda deverá ser fixado pelo Juízo da 8ª Vara Cível de Niterói.

Num levantamento feito pela equipe do vereador Daniel Marques foram encontrados mais de 50 candidatos de Niterói e de outros municípios do Estado do Rio, que perderam as últimas eleições, mas que estão pendurados nas boquinhas da Emusa.

Auditores do Tribunal de Contas do Estado acenderam um sinal de alerta em indícios de contratos superfaturados na Emusa, empresa responsável por obras milionárias que estão sendo contratadas sem que haja a mínima fiscalização do que gasta dos cofres públicos.

A empresa já é alvo de 18 inquéritos instaurados pelo Ministério Público estadual, além de responder a seis ações movidas também pelo órgão. Em grande parte, as investigações da Promotoria se referem a irregularidades em licitações e pregões e a falta de adequações ao projeto executivo de obras que resultaram em serviço de baixa qualidade, causando danos ao erário.

Essa verdadeira farra do boi da política vem sendo mantida pela arrecadação de um dos IPTUs mais caros do país e através do recebimento bilionário de royalties do petróleo.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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