Modelos femininos, das mais diversas idades, posaram nuas em frente à prancheta e aos olhares atentos de João Tolentino Filho, no ateliê do pintor na Rua Marquês de Caxias, no Centro. Ele as retratava com sua arte peculiar nas telas que assinava apenas ‘Tolentino’.
Quem transmitiu tanta alegria nas suas pinturas de muitas flores coloridas, morreu de maneira triste e trágica na tarde de quinta-feira (25/04), atropelado por um ônibus em frente à Estação das Barcas, em Niterói.
Aos 82 anos, o artista ainda pegava nos pincéis produzindo para seus inúmeros colecionadores, que aguardavam novas telas para adquirir, dentre eles o desembargador Peterson Barroso Simão, seu amigo, que ajudou hoje (26/04) a família a liberar o corpo no IML.
Pintor de obra figurativa com forte expressão do nu feminino, considerado um dos pintores mais conceituados de Niterói, Tolentino foi professor da Sociedade Fluminense de Belas Artes e suas obras constam de diversos acervos e coleções públicas e privadas brasileiras.
O sepultamento será no Cemitério do Maruí, mas a família ainda não definiu o dia nem horário, aguardando por questões burocráticas.
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