A polêmica estátua do Trabalhador (foto), várias vezes enjeitada desde sua inauguração no dia 1° de maio de 1950, no Centro do Rio, e depois pichada da Praça Enéas de Castro, no Barreto, repousa hoje em frente à biblioteca do Parque Palmir Silva, na Zona Norte da cidade.
A peça de granito tem três metros de altura. Mas está escondida por folhas de palmeiras Fênix que a cercam no Parque do Barreto. A situação faz lembrar das histórias infantis “Onde está Wally?”, em que o leitor deve encontrar o personagem em meio a uma imagem confusa.
Já as estátuas representando Paulo Gustavo e sua personagem Dona Hermínia ganharam lugar de destaque no Campo de São Bento, em Icaraí. À inauguração no dia 22 compareceram políticos e parentes do homenageado. O ator, falecido em maio vítima de Covid-19, era niteroiense e grande divulgador da cidade. Merece a lembrança, não resta dúvida. Mas pelo que se vê com outros monumentos em Niterói, a torcida é para que logo não seja esquecido pela prefeitura.
Depois da discurseira inauguratória, as estátuas de Paulo Gustavo foram cercadas por um gradil. A prefeitura disse que a providência era provisória, depois da reação do público que queria chegar mais perto do monumento. Está virando uma triste rotina para a memória niteroiense o sumiço de estátuas e outros objetos. O busto de Feliciano Sodré, que ficava na Praça Renascença, em frente à antiga estação de trem, desapareceu em 1990. E até hoje a prefeitura não sabe explicar que fim levou o relógio Rolex que ficava em um pedestal na Praça Martim Afonso mostrando a hora certa a quem chegava de barca a Niterói ou ia para o Rio.
Mesma sorte não teve o Trabalhador esculpido por Celso Antonio há 71 anos. Ao descerrar o pano que cobria a estátua de três metros de altura inaugurada em frente ao Ministério do Trabalho, no Centro do Rio, o presidente Eurico Dutra, que encomendara a peça, disse de cara: “Não gostei!”
Dutra espantou-se com a figura de um homem atarracado, forte, lábios grossos, sem camisa, descalço e trajando um avental. Foi a deixa para os jornais da época criticarem o monumento. O Globo escreveu: ““É uma estátua irreconhecível, barrigudona e de roupão de granito, como se fora um símbolo do banhista ou do afogado desconhecido”.
Desceram o Trabalhador do pedestal três dias depois de inaugurado e mandaram-no para um depósito, de onde somente saiu doado para Niterói, em 1974. Ficou pouco tempo na Praça Enéas de Castro, no bairro operário de Niterói. Sofreu muitas pichações e vandalismo até ser levada para o Horto do Barreto.
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