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Niterói gasta R$ 3,25 milhões com hotéis, mas ruas continuam sendo dormitório

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Um dormitório a céu aberto escancara diferenças sociais gritantes de Niterói em ruas do Centro e de Icaraí. O prefeito Rodrigo Neves arrendou dois hotéis por R$ 3,258 milhões, mas cinco estrelas para moradores de rua só no letreiro do Itaú da Miguel de Frias com Moreira Cesar, valorizadíssimo endereço de cobrança do IPTU.

Tendo a pandemia do coronavirus como pano de fundo, o prefeito Rodrigo Neves arrendou sem licitação, dois pequenos hotéis no Centro e no Ingá para abrigar “pessoas em situação de rua”. São apenas 150 vagas. Ao relento ficam centenas de não contemplados pela ação de marketing assistencialista.

A municipalidade gasta uma fortuna com sua Secretaria de Assistência Social. A pasta que também se propõe a cuidar dos Direitos Humanos, além dos muitos cargos comissionados que emprega, tem uma infinidade de contratos de prestação de serviços com assistentes sociais, psicólogos e outras funções, que servem de cabides de empregos consumindo o dinheiro público, resultado da arrecadação  de um dos IPTUS mais caros do Brasil.

Acolhimento para poucos

Segundo vizinhos do Primus Mar Hotel, na Rua Saldanha Marinho, Centro, com 70 vagas arrendadas por R$ 1,890 milhão, muita gente que perambulava pela região continua ao relento. É o caso de uma senhora que passa os dias a 300 metros do hotel, cercada de quinquilharia e caixas, baratas e ratos.

Não precisa ir muito longe do prédio onde fica o gabinete do prefeito e de seus secretários. Na Avenida Amaral Peixoto, a mais importante do Centro, as calçadas estão cheias de gente vivendo dos dois lados. A dois quarteirões dali fica a sede da Secretaria de Assistência Social, na Rua Coronel Gomes Machado 281.

O contrato mais recente foi a locação do Hotel São Francisco de Icaraí, na Rua Paulo Alves, Ingá. A estimativa de gastos é de R$ 1,368 milhão. Não houve licitação, “em face da crise sanitária que se instaurou com o Covid-19”, publicou no Diário Oficial a Secretaria de Assistência Social.

 

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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