Niterói, cidade que já foi sinônimo de tranquilidade, hoje vive sob o peso da insegurança. Os números não mentem — e os moradores sentem na pele. Roubos, furtos e violência urbana estão em alta, enquanto o discurso oficial insiste em pintar um cenário de progresso que simplesmente não se sustenta.
Um exemplo emblemático ocorreu na movimentada Rua Alvares de Azevedo, em Icaraí. Um vídeo gravado na manhã de quarta-feira (06) mostra um senhor sendo assaltado por um criminoso em bicicleta, que lhe arrancou um cordão de ouro enquanto ele observava as ofertas do Supermercado Nando. O ladrão circulou pela área antes de agir, escolhendo sua vítima com tranquilidade — sem qualquer presença policial visível.
O prefeito Rodrigo Neves afirma que vivemos “num mundo melhor”, graças ao investimento público de mais de R$ 1,6 milhão em abonos para policiais. Para ele, Niterói experimenta “um momento histórico de redução da criminalidade”. Mas não é isso que vivem os niteroienses. Enquanto Rodrigo apresenta dados do seu “Observatório de Segurança Pública”, estes contradizem os do Instituto de Segurança Pública (ISP), uma autarquia do governo estadual.
Um dado alarmante neste primeiro semestre do ano é o da queda nos autos de prisão em flagrante — de 826 em 2024 para 646 em 2025 (redução de 22%). Isto levanta dúvidas principalmente sobre a eficácia do policiamento ostensivo. Se há mais crimes e menos prisões, onde está o resultado prático desse investimento?
A segurança pública não pode ser tratada como uma questão de marketing político. É preciso transparência, planejamento estratégico e, acima de tudo, ações concretas que devolvam ao cidadão o direito de ir e vir com tranquilidade.
O niteroiense não quer estatísticas manipuladas — quer segurança real. Quer ver policiais nas ruas, quer sentir que sua cidade está protegida. Quer que os investimentos públicos se traduzam em resultados palpáveis, e não em discursos vazios.
Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), os crimes em Niterói aumentaram significativamente no primeiro semestre de 2025:
Dentre esses totais, estão 83% a mais de furto de celulares (897 ocorrências em 2025); roubo de celulares: 231 casos (↑ 76%); roubo a transeunte no semestre: 460 casos (↑ 24%)
Para quem vive em Niterói, a sensação é clara: o medo tomou conta das ruas. O niteroiense não quer estatísticas maquiadas — quer segurança de verdade. Quer ver policiamento, quer sentir que pode andar pelas ruas sem ser alvo de criminosos.
A segurança pública não pode ser tratada como propaganda. É preciso ação, transparência e compromisso com quem realmente importa: o cidadão.
Você também sente que Niterói está mais insegura? Compartilhe sua experiência nos comentários. Vamos dar voz a quem vive a realidade — e não aos discursos oficiais.
Antônio Copolilo é presidente do Fluminensinho há 46 anos e sócio do clube há 80…
Nei voltou a vender frutas na esquina das ruas Lemos Cunha com Ary Parreiras, em…
Moreira Franco, que foi governador fluminense e ocupou os mais altos cargos da República, tendo…
Mestre Ciça e sua bateria nota dez garantem o título do carnaval carioca para a…
O lixo sobra em volta dos containers, contradizendo a mensagem do outdoor pedindo mais cuidado…
Entre confetes e serpentinas, o desfile de foliões em carro aberto no Centro de Niterói…