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Niterói 2050: Marketing da prefeitura ignora o presente dos cidadãos

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Árvore podre ameaça segurança na Rua Nelson de Oliveira e Silva, na Vila Progresso; prefeitura de Niterói ignora o perigo

O prefeito marqueteiro Rodrigo Neves anuncia incessantemente o projeto “Niterói que queremos – 2050”. Porém, para o munícipe, o essencial é o agora: sua rotina, sua segurança e sua qualidade de vida. Moradores da Rua Nelson de Oliveira e Silva, na Vila Progresso, vêm alertando a prefeitura sobre o risco iminente causado por uma árvore podre situada em terreno baldio. Um dos galhos já despencou sobre o muro de uma residência em frente ao Condomínio Jardim Ubá. Outros podem cair sobre veículos que sobem a rua, além de ameaçar a rede elétrica.

Os moradores já registraram pedidos por meio do aplicativo Colab, solicitando a retirada dos galhos perigosos. Como resposta, receberam a justificativa burocrática de que “por se tratar de uma árvore em área particular, a prefeitura não pode intervir”. Ora, se o terreno é privado, cabe ao poder público notificar o proprietário para realizar a supressão da árvore a fim de evitar acidentes. E, se houver omissão, aplicar a legislação pertinente. No entanto, o mais cômodo para a máquina pública — abarrotada de órgãos e secretarias — parece ser transferir o problema ao contribuinte, que se vê desamparado.

Em correspondência enviada aos reclamantes, lavando as mãos como Pilatos, a prefeitura destaca que “para o procedimento de poda ou supressão em terreno particular é necessária a autorização da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS)”. Tal responsabilidade, neste caso, caberia ao dono do terreno baldio onde está a árvore em estado crítico.

Como alternativa, os moradores procuraram a Defesa Civil de Niterói. Após insistência, servidores foram ao local verificar a situação. No entanto, para não perderem o compasso do discurso oficial, informaram que o caso seria repassado a outra secretaria — com estimativa de até 30 dias para encaminhamento.

Enquanto isso, os galhos continuam prestes a cair. E a Niterói de 2050 anunciada com pompa se mostra distante do cotidiano real dos seus moradores.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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