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MP/RJ pede para Justiça afastar prefeito de Niterói por improbidade

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MP cobra de Axel Grael ressarcimento pelo dano que a Emusa causou ao município, estimado em R$ 93,6 milhões.

O Ministério Público (MP/RJ) está requerendo à Justiça o afastamento do prefeito de Niterói, Axel Grael, por 90 dias, bem como o bloqueio de seus bens. Ele é acusado em uma ação de improbidade administrativa por se omitir diante do escândalo da Emusa, empresa municipal que abrigava centenas de apadrinhados políticos. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ) deu prazo de 30 dias para Grael dar explicações sobre a falta de publicidade dos dados da empresa municipal.

Na ação, o MP pede a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos de Grael por até 12 anos, além do pagamento de multa equivalente ao valor do dano causado pela má administração da Emusa, estimado em R$ 93,6 milhões.

Os promotores do MP também citam o ex-presidente da Emusa, Paulo César Carrera, que na semana passada se tornou réu na 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói, do TJRJ. Carrera é acusado de deixar de fornecer dados técnicos indispensáveis à ação civil pública quando estes foram requisitados pelo órgão.

O documento do MP revela ainda que em janeiro de 2021, o prefeito Axel e Paulo Carrera, que foi nomeado pelo chefe do Executivo, assumiram a gestão com 518 pessoas nomeadas para emprego público em comissão (considerando os servidores efetivos de outros entes cedidos para a empresa pública e com função de confiança) saltando para 1.053 em dezembro de 2022.

Na petição à Justiça, os promotores ressaltam haver “provas cabais de que a negativa reiterada de conferir transparência aos atos de gestão servia à finalidade de afastar o controle social e, assim, ampliar largamente o quadro de pessoal da empresa pública e nele abrigar as mais diversas irregularidades. E se necessário fosse aumentar o número de empregados públicos em razão do crescimento da carteira de obras do Município de Niterói, não haveria justificativa plausível para que fossem cedidos para órgãos da Administração Direta”.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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