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Morte da rainha Elizabeth repercute em clube fundado por ingleses em Niterói

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Clube Rio Cricket hasteia a bandeira britânica a meio pau, de luto pela morte da rainha Elizabeth

A morte da rainha Elizabeth II, nesta quinta-feira (08/09), na Escócia, repercute em Niterói, cidade onde súditos ingleses fundaram o clube Rio Cricket, em Icaraí, há 125 anos. O presidente Marcos Flávio Cortes hasteou a bandeira britânica a meio pau, em sinal de luto pelo passamento da monarca de 96 anos, a mais longeva do Reino Unido da Grã-Bretanha. Em abril do ano passado o clube também respeitou luto pela morte do príncipe Philip, aos 99 anos, marido de Elisabeth II.

Quem passa pela Rua Miguel de Frias e vê um gramado verdinho, tendo ao fundo uma sede em estilo clássico, não imagina que em agosto de 1897 um grupo de ingleses fundou ali a Rio Cricket and Athletic Association para praticar o críquete (em inglês: cricket), um desporto que utiliza bola e tacos, cuja origem remonta ao sul da Inglaterra, durante o ano de 1566. Nem que foi nesse campo onde jogadores de futebol deram os primeiros chutes na bola, no antigo Estado do Rio de Janeiro.

O clube dos ingleses disputou o primeiro Campeonato Carioca de Futebol em 1906. O time ficou em terceiro lugar. De toda a história do Rio Cricket, seu maior craque foi o tricampeão mundial Leonardo. A entidade continua com o mesmo espírito futebolístico, com as suas tradicionais escolinhas para crianças e as peladas de fim de semana, cujas vagas para entrar nos times são bastante disputadas.

Alguns costumes ao longo desses últimos anos foram se transformando, como o chá das senhoras inglesas às quintas-feiras no Salão Cristal, que hoje tem o nome de Lady Di e um grande retrato de Elizabeth II. As brasileiras deram continuidade a esse encontro, sem chá, mas com um joguinho de buraco acompanhado de refrigerantes e biscoitos, mantendo o espírito de distração e camaradagem.

O clube é presidido pelo imbatível Marcos Flavio Cortes, que em sua mesa cativa na varanda com linda vista do gramado verde recebe os associados diariamente para um tradicional bate papo.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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