Um personagem com uma bonita história de trabalho e de vida, pioneiro na venda de sucos e sanduíches em Niterói, Jerônimo Alves de Souza, do tradicional Ponto Jovem, faleceu aos 94 anos na Rede D’Or. Ele será velado amanhã, dia 17, no Parque da Colina, das 10h às 12h, na capela 4.
É difícil encontrar, na terra de Araribóia, quem nunca tenha ido à Rua Miguel de Frias, nº 3, em Icaraí, para tomar um suco puro ou misturado, comer um sanduíche variado, matar a fome com um italiano sortido ou degustar um salgadinho ou docinho na casa que funciona no mesmo endereço há mais de 50 anos.
Jerônimo inaugurou primeiro o Chalé 1, onde o forte era o chope gelado, acompanhado de sanduíches de pernil e carne assada, pastéis e salgadinhos. O bar virou coqueluche entre os amantes da “loura suada”.
Ao lado, no sobrado, funcionava a academia da famosa Helfany Peçanha. Observando as bailarinas saudáveis que passavam diariamente pela porta, e com seu tino comercial apurado, Jerônimo decidiu abrir o Ponto Jovem.
Ele contava com orgulho que a primeira freguesa da casa foi uma jovem bailarina. Perguntou a ela quais frutas preferia. A moça respondeu: laranja e morango. Jerônimo voltou com um copo contendo as duas frutas batidas. A partir daquele momento, passou a preparar vitaminas e sucos de acordo com a vontade do cliente. No cardápio, o freguês pode optar por bebidas feitas com as mais variadas frutas, legumes e hortaliças.
Quando o assunto são os sanduíches, as opções também são muitas: hambúrguer, filé mignon, filé de frango, queijos, especiais e light, todos servidos em pães com diferentes temperos.
Localizado em frente à Reitoria da UFF, o Ponto Jovem rapidamente virou point de pessoas de todas as idades. A frequência intensa nas madrugadas obrigou Jerônimo a manter o estabelecimento funcionando 24 horas para atender quem chegava da noitada ou do trabalho. Mais tarde, por causa da insegurança, o horário precisou ser reduzido.
Figura admirável, Jerônimo — o imbatível chefe de sucos e sanduíches — era português do Porto e desembarcou em Niterói na década de 1970 para abrir o Café da Brasileira, na Galeria Gold Star, no Centro. Desde então, nunca deixou de se dedicar ao trabalho.
Mesmo com a idade avançada, com chuva ou sol, todas as tardes ele “batia ponto” no bar. Deixou a esposa Marina e a filha Vera, seu braço direito, que segue à frente do Ponto Jovem, vencedor por 15 vezes consecutivas do prêmio Água na Boca, de O Globo, até o jornal criar a categoria Hors Concours para que a casa pudesse continuar sendo premiada.
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