O neurologista Marco Orsini ampliou sua atuação no Hospital Niterói D’Or. Além de dirigir o ambulatório dedicado às doenças neuromusculares raras — grupo que inclui distrofias musculares, miopatias congênitas, miastenia grave, síndrome de Guillain-Barré e doenças do neurônio motor — ele agora comanda o Centro de Estudos da instituição.
Segundo Orsini, liderar o setor significa transformar conhecimento em prática clínica. “A ciência cresce quando deixa de ser individual e passa a ser construída coletivamente”, afirma.
Orsini enxerga o Centro de Estudos como um laboratório de futuro. Um lugar onde jovens médicos, cheios de novas ferramentas, mas ainda com lacunas importantes, encontram orientação para transformar teoria em prática. “Conhecimento que não circula não transforma”, afirma. E é justamente essa circulação — quase uma corrente elétrica — que ele busca manter acesa dentro do hospital.
Para ele, a missão é clara: aproximar a excelência científica do cotidiano de quem está diante do paciente. E lembra que ensinar medicina também envolve ensinar a enxergar o ser humano para além do diagnóstico.
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