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Marco Lucchesi distribui livros na Amazônia em projeto da Biblioteca Nacional

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O almirante João Alberto de Araujo Lampert e o imortal Marco Lucchesi selando a parceria cultural

Morador de Itacoatiara, em Niterói, o escritor Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e imortal da Academia Brasileira de Letras, lidera uma das mais inspiradoras iniciativas culturais do país: a distribuição de livros para comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Apaixonado pela leitura desde os tempos de estudante no Colégio Salesianos, onde era visto com um livro aberto nos intervalos das aulas, Lucchesi agora transforma esse amor em ação concreta. Até o fim do ano, 2.424 livros serão entregues a oito comunidades de difícil acesso nos rios Negro e Solimões, numa operação que une literatura e cidadania.

A missão é viabilizada por uma parceria inédita entre a FBN e o 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil. O documento foi assinado pelo presidente da FBN e pelo almirante João Alberto de Araujo Lampert, comandante do 9° DN. Os navios-hospitais — conhecidos como “Navios da Esperança” — que tradicionalmente levam médicos e medicamentos às regiões mais remotas da floresta, agora também transportarão cultura. Entre os 101 títulos selecionados estão clássicos como Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, O homem que sabia javanês, de Lima Barreto, além de edições da revista Poesia Sempre, publicada pela Biblioteca Nacional.

“A leitura é um direito de todos. A Biblioteca Nacional avança entre formas digitais e analógicas, abertas ao leitor e à cidadania. Que ela continue navegando na companhia da Marinha do Brasil”, afirma Lucchesi, que vê na história da instituição — fundada em viagem marítima no século XIX — um símbolo de inquietude e expansão.

Itacoatiara: refúgio e inspiração

A trajetória de Marco Lucchesi é marcada por precocidade e erudição. Aos 12 anos, já dominava quatro idiomas e mergulhava em romances e poesias. Publicou seu primeiro livro aos 18 e, hoje, lidera uma das bibliotecas mais importantes do mundo, segundo a UNESCO. A Hemeroteca Digital, com mais de 100 milhões de documentos, é um dos legados de sua gestão.

Mas é em Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói, que Lucchesi encontra o cenário ideal para criar e contemplar. Cercado pela Mata Atlântica e pelas ondas gigantes da praia, o escritor vive entre livros, música e o piano. “Itacoatiara tem muito da beleza do mundo”, diz. “É ali que o tempo desacelera, onde se respira o livro das rosas, do mar e do azul — a obra silenciosa da natureza, que exige respeito e contemplação.”

Com a Amazônia no horizonte e Niterói no coração, Marco Lucchesi reafirma seu compromisso com a cultura como instrumento de transformação — navegando entre palavras e águas, levando esperança onde ela é mais necessária.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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