O palco montado no Caminho Niemeyer para comemorar os 100 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil e receber Lula em Niterói, parecia a encenação de uma peça por conhecidos atores da política fluminense e nacional. Cada um queria representar mais do que o outro a esquerda. Mas a referência carinhosa da fala do ex-presidente foi quando disse que gostava muito da bela Niterói e de Gerson, o canhotinha de ouro da seleção de 70, morador de São Francisco.
Essa pré-estreia de Lula em Niterói, na campanha à presidência da República, mostrou como vai ser tensa a convivência da esquerda nos palanques em território fluminense. Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói que se mudou para o PV deixando o PT quando Lula foi preso, era um dos que tentavam brilhar sob a estrela petista. Mas Lula levantou foi o braço de Marcelo Freixo (PSB), chamando-o de governador. Rodrigo, hoje no PDT, já havia tentado o apoio de Lula antes, sem sucesso. No Festival Vermelho, no Caminho Niemeyer, ouviu o discurso de Manuela D’Ávila (PCdoB) ao lado de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que não lhe deu muita atenção.
Com atraso de duas horas, o buchicho começou quando o Rodrigo Neves se apresentou como representante do prefeito Axel Grael, o que não poderia fazer, já que ele não tem mais nenhum vínculo com a administração municipal, a não ser pela mulher e filhos contratados em cargos comissionados da prefeitura de Niterói.
Apesar de seu passado petista e de estar na sua base eleitoral, onde foi prefeito duas vezes, e de se dizer representante do chefe do executivo, Rodrigo foi tratado com frieza pela cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores, fato observado por membros do atual governo que ficaram constrangidos e revoltados.
No longo discurso de 45 minutos, o ex-presidente Lula fez referência duas vezes ao deputado Marcelo Freixo, pré-candidato ao Governo do Estado Rio de Janeiro pelo PSB. Lula citou também o deputado Alessandro Molon (PSB), líder da oposição e pré-candidato ao Senado. Deixou de mencionar o nome de Rodrigo Neves, pré-candidato ao governo fluminense, partido que tem Ciro Gomes como candidato à presidência da República.
Nos próximos palanques da esquerda vai ter que haver espaço para André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa e candidato ao senado. Tem que caber também Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB, pré-candidato ao Governo do Estado do Rio apoiado pelo prefeito carioca Eduardo Paes.
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