Em 1990, o então prefeito Jorge Roberto Silveira determinou a interdição do teatro. Na época eu presidia a Fundação de Arte de Niterói, Funiarte (cujo nome mudamos para FAN) e relatei ao prefeito o estado crítico e extremamente perigoso do imóvel. Jorge acatou os argumentos e decretou a interdição visando fazer uma ampla reforma do prédio, mas a Mitra Diocesana retomou o teatro.
Ao longo dos anos 1960 e 70, o Leopoldo Froes formou inúmeros atores, autores, diretores de teatros, músicos, técnicos. Muitas companhias de teatro infantil e adulto nasceram naquele prédio que também simbolizou a cultura de resistência. Por exemplo, lá no começo dos anos 1970, o diretor Antonio Carlos de Caz encenou a subversiva “Arena conta Zumbi” em clima de tensão porque policiais do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) marcaram presença ostensiva nos ensaios e nas apresentações. Mesmo assim, De Caz encenou o texto original e, por isso, temia-se que ele acabasse preso.
Também no Leopoldo Froes surgiram movimentos que tentavam reerguer a Cultura na cidade, que foi dizimada em 1975 com a despótica fusão do Estado do Rio à Guanabara, num dos episódios mais boçais da história política recente do país. Grupos como “Niterói vai Sumir”, “Niterói vai Assumir”, “Araribroadway” e outros, tentavam dar oxigênio à cena cultural e deles nasceram nomes de projeção nacional.
Além de uma agenda de shows de artistas consagrados nacionalmente, o Leopoldo Froes foi um marco na vida de muita gente aqui da cidade. Afinal, sua vocação experimental, braços abertos para os iniciantes, para o alternativo, para o absurdo, foi fundamental para a formação de novos profissionais.
Niterói espera há décadas que um novo Leopoldo Froes despojado, livre, simples, pequeno, mas seguro, seja erguido na Zona Norte ou na Região Oceânica da cidade – onde não há equipamentos culturais – para formar e mostrar ao público os grandes talentos que Niterói possui e que só precisam de um lugar para apresentar o que sabem.
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