O Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) realizou uma múltipla captação de órgãos, em Niterói, na última semana. Após o sim da família de um doador, foram captados o coração, o fígado e os rins de um homem de 31 anos, vítima de assalto, que teve morte encefálica.
– Meu marido tinha muita vontade de ser doador. A gente conversou sobre isso. Ele disse ‘se algum dia acontecer alguma coisa comigo, cuida das crianças e doa meus órgãos para poder salvar outras vidas’. Poder saber que salvei outras vidas é gratificante e ele estaria muito feliz. Todo mundo merece uma segunda chance – disse a esposa do doador, Thais Dias.
A captação de órgãos humanos para transplante vem sendo feita no Heal desde abril. Já foram obtidas 17 doações de órgãos e 14 doações de córneas após o consentimento das famílias.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o Estado do Rio tem 21 pacientes esperando um transplante de coração; 4.280 de córneas; 165 de fígado; seis de pulmão; 1.674 de rim; e 15 de pâncreas mais rim.
Além da generosidade da família, a doação de órgãos é possível graças ao trabalho de capacitação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs), que funcionam dentro das unidades de saúde. Atualmente, 86 comissões atuam em conjunto com o RJ Transplantes, programa estadual vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ).
A CIHDOTT do Heal, que foi implantada em abril deste ano, funciona 24 horas com plantonistas, sendo enfermeiros e médicos. “Desde a reestruturação conseguimos aumentar o número de doações de órgãos e tecidos. De abril até o dia de hoje já foram 17 doações de órgãos e 14 doações para córneas”, diz o diretor da CIHDOTT do Heal, Alexander Souza de Moraes.
As equipes são formadas por profissionais, que atuam junto às famílias, para convencê-las a aderirem ao processo de doação de órgãos e tecidos. Vale lembrar que as doações de órgãos no Brasil ocorrem de forma solidária e dependem do “sim” dos familiares.
Levantamento da Central Estadual de Transplantes da SES-RJ aponta ainda que o número de negativas, ou seja, quando as famílias informam que não desejam doar o órgão do familiar, vem caindo ano a ano. Em 2015, essa taxa foi de 43%. Em 2022, ficou em 35% das entrevistas realizadas. No primeiro bimestre de 2023, a taxa foi de 33%.
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