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Guilherme Eurico, craque da cirurgia conta sua história de vida em livro

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Com 1,82m de altura, olhos verdes, jaleco branco engomado, quando chegava ao hospital chamava atenção pelo porte atlético e o sorriso arrebatador, além do papo alegre e descontraído, dizem as colegas que foram suas residentes.

Em um congresso em Portugal, acompanha Ellen de Lima ao violão depois que o piano elétrico do músico falhou

Guilherme Eurico Bastos da Cunha, símbolo da cirurgia geral fluminense, às vésperas de completar 85 anos, com sua vasta cabeleira branca e, agora, com uma inseparável bengala, escreveu “A Cirurgia que eu vivi”. Em 264 páginas, conta as várias fases e facetas de sua agitada vida familiar, médica, social, esportiva e musical. O lançamento do livro será dia 23 de outubro, às 18h, na Academia Fluminense de Medicina.

O avô materno, clínico Eurico Gonçalves Bastos, foi sua inspiração de vida e de carreira médica. Dele recebeu um vaticínio: “Você que é disciplinado e tem habilidade manual, vai ser um bom cirurgião”.

Guilherme, nasceu no Fonseca, estudou no Colégio Brasil até os 18 anos, quando ingressou na Faculdade de Medicina Fluminense em 1953.

O craque da cirurgia, logo no primeiro ano, fez estágio voluntário na Clínica Almir Guimarães, onde através de pequenos procedimentos, antecipou experiências que lhe prepararam cedo, para as outras etapas da profissão, até chegar à formatura em 1958.

Conta que conviveu ao longo da vida com grandes expressões da medicina de várias especialidades, aprendendo muito e podendo transmitir seus conhecimentos, para mais de 700 residentes, durante os 30 anos que chefiou a emergência do Hospital Orêncio de Freitas.

— Esses médicos, saíram daqui bem preparados e incentivados a ter um bom relacionamento com o paciente e seus familiares, o que considero importante na nossa profissão. Tive uma enorme frustração quando o governo federal transferiu esse hospital do Ministério da Saúde para a Prefeitura de Niterói, passando a sofrer com a escassez de verbas e funcionando graças à abnegação de seus médicos e funcionários – critica o cirurgião.

Guilherme Eurico diz estar “triste em ver que hoje, infelizmente, a medicina em Niterói só funciona para os doentes que têm plano ou seguro saúde”. Mas se considera feliz “por ter em toda a carreira tratado o doente que confiou em mim, que com dignidade me esforçava para que ele recebesse o melhor que poderíamos dar”.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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