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Getulinho só opera crianças até as 17h

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O Hospital Infantil Getúlio Vargas Filho, no Fonseca, agora só faz cirurgias pediátricas no horário comercial, até as 17h, quando fecha o centro cirúrgico por determinação do diretor-executivo Rodrigo Alves Torres Oliveira, em comunicado às diretorias médica e de enfermagem do HGVF.  

Desde a inauguração da nova emergência pediátria, em junho de 2016, no Getulinho somente são feitas cirurgias eletivas (programadas), e pequenas emergências. Os casos mais graves são encaminhados a hospitais como o Orêncio de Freitas, no Barreto, e Alberto Torres, no Colubandê.

Em seu comunicado, o diretor-executivo do HGVF ordena: “O último paciente entrará em sala cirúrgica às 15 horas; todos os pacientes da clínica cirúrgica deverão ter alta impreterivelmente até as 18h30m”. Ele justifica a medida “tendo em vista a alta taxa de ocupação em que se encontra o Hospital Getulinho, bem como a total impossibilidade de pernoite”.

O discurso inauguratório da emergência do Getulinho, feito pelo prefeito Rodrigo Neves em novembro de 2016, pelo que se vê agora, não passou de marketing político. Na ocasião, após destacar que a prefeitura investiu R$ 25 milhões na reforma e na ampliação da emergência, o prefeito afirmou que “quem nunca precisou do Getulinho não sabe a importância desta unidade para a população da Zona Norte de Niterói. Ela tem uma importância médica, o atendimento pediátrico, mas também afetiva: o Getulinho sempre foi um espaço de cuidado e acolhimento que agora nós estamos devolvendo para a população”.

A limitação de horário de funcionamento do centro cirúrgico, segundo admitem cirurgiões do hospital, vai provocar o aumento do tempo de espera dos pacientes por cirurgias eletivas.

Desde a primeira gestão de Rodrigo Neves na prefeitura, o Getulinho é administrado por uma organização social de saúde – o Instituto Ideias — que, este ano, já recebeu da Fundação Municipal de Saúde R$ 44,4 milhões; em 2017 o dispêndio foi de R$ 46,6 milhões e em 2016 o pagamento a OSS foi de R$ 38,1 milhões.

O diretor-executivo Rodrigo Alves Torres Oliveira já foi secretário municipal de Saúde em Angra dos Reis e em Silva Jardim. Há dois anos também ocupa o cargo de consultor técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, depois de já ter sido assessor da Diretoria de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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