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Exposição revisita a história de Niterói através de suas igrejas católicas

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A igrejinha de São Francisco é uma das construções religiosas mais antigas de Niterói / Reprodução internet

A partir da próxima sexta-feira, 3 de outubro, Niterói ganha uma nova oportunidade de revisitar sua própria história por um caminho singular: o das igrejas católicas que moldaram a identidade da cidade. A exposição “A História de Niterói através das suas Igrejas Católicas” será inaugurada às 18h na Biblioteca Central do Gragoatá, no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), com entrada gratuita e visitação de segunda a sexta, das 8h às 20h.

Realizada pelo Centro de Memória Fluminense (CEMEF/UFF), a mostra reúne um acervo raro de fotografias, desenhos, mapas e documentos históricos que retratam as construções religiosas mais antigas do município e sua influência na formação dos primeiros povoados niteroienses. O projeto é fruto da pesquisa de Renata Aymoré Gama, Dawson Nascimento Silva e Deivid Antunes, que mergulharam nos registros paroquiais para revelar conexões entre o patrimônio religioso e figuras históricas da cidade.

Entre os nomes identificados nos documentos estão Pereira Passos, ex-prefeito do Rio de Janeiro; João Caetano, considerado o pai do teatro brasileiro; e Miguel de Frias, que dá nome a uma das principais avenidas de Icaraí. Também há registros dos ancestrais de Roberto Marinho, fundador do Grupo Globo, que viveu em Niterói.

O historiador e artista plástico Dawson Nascimento, natural de Rio Bonito, é conhecido por suas obras em madeira que reproduzem com precisão a arquitetura colonial e imperial. Suas peças já foram exibidas em cidades históricas como Paraty, Tiradentes e Ouro Preto, além de espaços culturais no Rio de Janeiro e Búzios.

“A proposta é que a exposição também se torne um livro no futuro, reforçando o sentimento de pertencimento dos niteroienses e destacando a riqueza histórica da cidade”, afirma Dawson. O projeto conta com o apoio do Padre Luiz Cássio Moreira, pároco da Catedral de São João Batista, e da Gráfica Print Inn.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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