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Ex-prefeito vota aos 93 anos. Niterói ainda decide a quem entrega R$ 7 bi

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Waldenir Bragança na cabine eleitoral, durante o primeiro turno em Niterói

Um total de 129 mil e 143 eleitores não votaram em nenhum candidato a prefeito e vereador no primeiro turno das eleições em Niterói. Segundo o TRE 410 mil e 32 cidadãos estavam aptos para votar, mas 102 mil pessoas se abstiveram. Por algum motivo, deixaram de comparecer às urnas no domingo de sol. Não seguiram o exemplo do ex-prefeito Waldenir Bragança, 93 anos, que mesmo saindo pouco de casa fez questão de cumprir seu dever cívico.

Os eleitores tiveram sete nomes para escolher como seu prefeito, Alessandra Marques (PCO); Bruno Lessa (Podemos); Carlos Jordy (PL); Daniele Bornia (PSTU); Guilherme Bussinger (Mobiliza); Rodrigo Neves (PDT), e Talíria Petrone (PSOL).

Agora, no segundo turno, marcado para 27 de outubro, restaram apenas duas opções: o ex-prefeito Rodrigo Neves e o deputado federal Carlos Jordy. O eleito deverá administrar um município que, em 2025, terá um orçamento de R$ 7 bilhões. Um cofre bem generoso para uma cidade de 129,4 quilômetros quadrados abrigando 510 mil habitantes.

Por isso, deve-se ressaltar a importância de votar para escolher aquele que o eleitor julgue ser o melhor nome para dirigir uma cidade que já foi ex-capital. O próximo chefe do Executivo precisa administrar bem esses recursos bilionários para que os cidadãos possam ter:

  • Saúde digna garantida em todos os níveis, do Médico de Família às policlínicas e hospitais municipais:
  • Educação completa, sem nenhuma criança fora das escolas e creches;
  • Segurança, que garanta que as pessoas possam andar com tranquilidade pelas ruas e calçadas;
  • Trânsito sem complicações e transporte público eficiente;
  • Conservação da cidade, para que as ruas não alaguem nos dias de chuva e os parques e praças sejam bem cuidados.

Enfim, Niterói precisa de um prefeito que tome conta da cidade com espírito público, acabe com o excesso de Secretarias e diminua o número de comissionados, cortando gastos desnecessários da máquina político-administrativa. E que consiga cobrar um IPTU justo e não um dos mais caros do país.

Afinal, uma cidade, assim como o condomínio onde mora o eleitor, precisa ser bem administrada. Ao escolher um síndico, o condômino espera que este cuide que o prédio esteja bem asseado; que os elevadores funcionem; e que não faça obras supérfluas. Que o condomínio tenha apenas o número necessário de funcionários e que a taxa condominial não ultrapasse o rateio das despesas ordinárias do prédio.

Os 21 vereadores já estão escolhidos para a Câmara. Quinze deles foram reeleitos. Todos têm como principal missão aprovar as leis e fiscalizar todas as ações do Executivo. Por isso são chamados de representantes do povo. Devem satisfação aos cidadãos que lhes confiaram a sua missão no Legislativo.

Waldenir Bragança, além do exemplo que deu no último domingo, comparecendo à urna mesmo não tendo mais essa obrigação por ser maior de 70 anos, foi reconhecido e carinhosamente cumprimentado na seção eleitoral instalada no Colégio Assunção, em São Francisco.

Uma unanimidade do bem, Waldenir foi prefeito de Niterói numa época em que o município tinha uma arrecadação pífia e estava bastante endividado. Ainda assim, recuperou o esqueleto do prédio do TRE e nele instalou um Centro Administrativo em que sediou a prefeitura com suas secretarias e órgãos.

Presidiu a Associação de Prefeitos do Estado do Rio de Janeiro, lutando para que os municípios recebessem a tão almejada distribuição dos royalties de petróleo. Isto aconteceu beneficiando Niterói, mas somente no ano seguinte ao fim de sua administração.

Está nas mãos dos eleitores o futuro da Niterói, cidade onde milhares tiveram a sorte de nascer ou outros tantos a felicidade de vir morar, como esse colunista. Vamos aguardar o segundo turno.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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