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Enel atrasa ligações novas e lojas precisam usar geradores de energia

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Três grandes redes de lojas, que abriram novas filiais em Niterói, estão sendo prejudicadas pelo descaso e incompetência da italiana Enel (ex-Ampla). A concessionária de distribuição de energia leva meses para atender novos pedidos de ligação de energia. A saída das empresas têm sido alugar geradores. O paliativo, porém, desagrada a vizinhança, porque os geradores são barulhentos e poluem o ambiente.

A Prefeitura de Niterói tinha que apoiar os empreendedores que geram impostos, cobrando respostas da Enel. No caso,
apenas a fiscalização de Posturas atuou, mandando retirar um gerador de energia que estava pondo em risco a vida das pessoas.

Foi o que aconteceu com o McDonald’s da Rua Moreira César. Sem receber a energia elétrica da Enel e proibido de utilizar o gerador que instalou em frente à loja, o fast food fechou as portas.  Só vai reabrir quando a Enel conseguir fornecer a carga de eletricidade necessária para funcionar.

Antes, a gambiarra do gerador do McDonald’s da Moreira César provocou a queda de algumas pessoas. Os cabos ligando o equipamento à loja eram cobertos por uma lombada de metal.  Apesar de sinalizado, o ressalto causou tombos na calçada. Uma senhora quebrou um braço e precisou colocar pinos ortopédicos.

Enel diz que prazo é de quatro meses para novas ligações

A Casa & Video abriu nova loja na Rua Santa Rosa precisando utilizar um gerador de energia, que estacionou com o depósito de combustível junto ao meio-fio no Largo do Marrão. O equipamento, além de atrapalhar o trânsito local, não é suficiente para a refrigeração da loja, que perde clientes pelo desconforto.

Este mês, a mega Drogaria Venâncio instalada na esquina de Miguel de Frias com Roberto Silveira, também funciona graças ao gerador e ao depósito de óleo instalados na calçada. O resultado, além do barulho, é a poluição visual na porta de entrada de Icaraí.

A cidade, ex-capital fluminense, com uma renda per capita alta, tem sofrido um verdadeiro apagão pela ineficiência da Enel. A empresa italiana tem faturamento bruto na casa dos R$ 10 bilhões anuais. Mas dá as costas para Niterói transferindo sua diretoria para o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Ao niteroiense resta o 0800 (2800120) para tentar reclamar do serviço mal prestado. Isto depois de ouvir muita musiquinha e trololó.

A Enel diz que “de acordo com a regulamentação do setor, a distribuidora tem até 120 dias para realizar a ligação de energia após assinatura do contrato” com o solicitante. Quatro meses podem parecer pouco para a empresa que monopoliza a distribuição de energia em Niterói e mais 65 cidades fluminenses, mas é tempo suficiente para dar prejuízo a quem quer empreender.

Niterói fica chocada diante do descalabro da concessionária de energia elétrica e, pior, com a desatenção daqueles que deveriam trabalhar pelo desenvolvimento do Município. Não se vê prefeito, vereadores, deputados federais e estaduais, secretários das áreas de comércio e desenvolvimento, nem Câmara de Diretores Lojistas (CDL) ou a Associação Comercial cobrarem alguma providência que seja da Enel.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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