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Em Niterói, meio ambiente é levado às últimas inconsequências

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Leio aqui no portal do Gilson Monteiro que no Simpósio dos Síndicos, que vai acontecer dia 16 de abril, a partir das 9 horas no Clube Central, o destaque vai ser o aproveitamento da água de chuva como medida de preservação ambiental e, também de baixo custo.

Fui conhecer esse sistema, adotado num grande prédio residencial de Icaraí e fiquei maravilhado com a sua simplicidade e eficiência. Há meses o prédio utiliza água da chuva para lavar todas as áreas comuns, regar plantas, enfim, a economia de água (e da conta) pode chegar a 40%. A captação é muito simples, feita por caixas abertas numa área junto ao play.

Fundamental que a população de Niterói passe a agir com as próprias mãos no trato das questões ambientais já que, também nisso, a prefeitura petista nada faz. Confira alguns exemplos:

♦ Por falta de fiscalização municipal, carros, ônibus, caminhões e vans despejam toneladas de fumaça em nossas vias, ignorando os graves problemas de saúde que os gases tóxicos provocam.

♦ Em Niterói o barulho é liberado. Motocicletas com os silenciosos cortados rasgam as ruas (e os tímpanos) a qualquer hora do dia e da noite. Seguindo o (mau) exemplo, outros veículos fazem o mesmo, provocando danos diretos a população.

♦ Rios e canais estão podres e são uma afronta à saúde pública. Quando chove transbordam (não há manutenção) e espalham bactérias por todos os lugares.

♦ A especulação imobiliária age livremente e constrói onde bem entende sem ser molestada. Paralelamente as favelas proliferam em diversos pontos da cidade, danificando o meio ambiente e pondo em risco a vida dos moradores.

♦ A prefeitura finge que não vê, mas o Parque da Cidade está cada vez mais assediado por construções irregulares que, há anos, ganham a mata a partir do Maceió.

Na tropa petista há quem diga que meio ambiente é uma questão secundária, que a saúde pública, por exemplo, é uma prioridade maior. Pergunto, que saúde pública? Os hospitais municipais estão em crise, o Antonio Pedro segue cuidando apenas de “casos de complexidade”, mantendo a emergência fechada e o Hospital Estadual Azevedo Lima, sozinho, está saturado, é lógico.

É muita cara de pau.

 

 

Luiz Antonio Mello

Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.

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