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Coluna do LAM

Daqui a dois anos Niterói vai eleger quem faz e não quem filosofa

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Em 2020 teremos eleição para prefeito e vereadores em todas as cidades. Aliás, está mais do que na hora das autoridades darem fim a essa história das eleições gerais acontecerem em um ano e as municipais dois anos depois. Por que não agrupam todas no mesmo ano? Outro mistério: por que os senadores têm mandato de oito anos e não de quatro? E para que três em cada estado?

Segundo Gilson Monteiro informou aqui no site “Niterói de Verdade” os candidatos a prefeito de primeira hora são Carlos Jordy (PSL), Bruno Lessa (PSDB), Comte Bittencourt (PPS) e Waldeck Carneiro. Claro que a lista vai aumentar muito ao longo do tempo.

Em Niterói a tradição do voto municipal mostra que o eleitor elege um “síndico”, alguém que possa resolver concretamente os problemas da cidade. O voto municipal dificilmente é ideológico ou é atraído por assuntos subjetivos. Por exemplo, para o taxista Jayme Oliveira, que faz ponto em Icaraí “não dá para entender esse caos no trânsito. Ninguém anda na cidade. Em Icaraí é dia e noite. Alvares de Azevedo, Pereira da Silva, Tavares de Macedo, Miguel de Frias, Presidente Backer tudo parado e a gente lê que a cidade se orgulha da sua mobilidade. Que mobilidade?”, questiona.

Calejado, desconfiado, o eleitor de Niterói escolhe quem tem condições de fazer coisas e não de pensar, filosofar, especialmente sobre assuntos que são estaduais ou nacionais, fogem a alçada dos vereadores. Mais: o que vemos e ouvimos é que a população segue o exemplo do Brasil, não aguenta mais a velha política, promessas vãs.

A questão do trânsito é dramática há anos, mas poucas vezes se viu uma indignação como agora, de motoristas, pedestres, motociclistas. Ninguém suporta mais não conseguir ir e vir, chegar atrasado, consumir mais gasolina, problemas que o prefeito e os vereadores podem e tem que resolver.

O governador eleito Wilson Witzel perdeu a eleição aqui na cidade (129 mil votos x 135 mil do ex-prefeito carioca) e promete acabar com a violência, delirando em ideias de atiradores de elite etc. Todo mundo sabe que isso é fora da lei e ele como ex-juiz sabe disso.

Além do mais a nossa cidade é tratada como buraco de periferia pelos governadores há décadas. Ou seja, sobra tudo para o prefeito que, ainda por cima, tem que fazer maioria na Câmara ou não governa. Em geral o que a Câmara exige é o cardápio de sempre: cargos, moleza, vantagens. A não ser que a população faça o que fez na última eleição, quando passou o rodo geral.

Vamos acompanhar os próximos capítulos.

Luiz Antonio Mello

Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.

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