Se há um nome que volta a ressoar com força no cenário industrial de Niterói, esse nome é Miro Arantes. Engenheiro com trajetória consolidada no setor naval, ele retorna ao coração do Estaleiro Mauá para liderar uma fase de renovação que promete reescrever capítulos importantes da história econômica da cidade.
Desde os tempos de estudante na Faculdade Santa Úrsula, Miro teve o mar e a engenharia como destino. Logo nos primeiros anos, já atuava como estagiário no Mauá, experiência que o moldou, ampliou sua visão e abriu caminho para uma carreira marcada por liderança e projetos de impacto no Brasil e no exterior.
Apaixonado pela indústria naval e pelo Estaleiro Mauá, o engenheiro niteroiense completa um ano como CEO do tradicional estaleiro da Ponta D’Areia, em Niterói, alcançando resultados expressivos em todas as áreas. Sob sua liderança, houve investimentos significativos no setor de pessoal, com crescimento de 40% no quadro de colaboradores, que hoje conta com uma equipe especializada de 1.500 empregados.
Miro celebrou com orgulho o primeiro ano à frente do Estaleiro Mauá, destacando que a empresa carrega a história da indústria naval brasileira e que o grande desafio desde o início foi honrar essa tradição, sempre com foco na eficiência e no futuro.
Para alcançar o objetivo de transformar o Mauá no maior centro de reparo, integração e construção naval, foi necessário implementar uma nova estrutura organizacional baseada em três pilares estratégicos: a diretoria comercial, voltada para a captação de negócios e relacionamento de longo prazo com os clientes; a diretoria industrial, responsável por garantir a excelência na entrega; e o EISA, consolidando a capacidade de expansão.
Miro ressaltou que essa estrutura só funciona com as pessoas certas e, por isso, o maior investimento foi no capital humano. Houve um crescimento superior a 40% no quadro de colaboradores, acompanhado de investimentos em treinamento e segurança. “Cada novo talento que se junta ao Mauá reforça a formação de um time que acredita no propósito da empresa”, ressalta.
Segundo ele, o mercado respondeu positivamente à reorganização e à expertise do estaleiro, refletindo em um crescimento robusto no faturamento, fruto do trabalho árduo, da confiança dos clientes e da capacidade de entrega diferenciada.
As unidades de negócio foram fundamentais para esse avanço: a FEMM, fábrica de estrutura metálica, ampliou a capacidade produtiva; o reparo naval e offshore manteve agilidade e excelência, aproveitando a localização estratégica antes da Ponte Rio-Niterói para garantir a melhor logística; e a construção naval reafirmou a posição do Mauá como o estaleiro mais tradicional do Brasil, pronto para grandes projetos do setor de óleo e gás.
Miro reconheceu que o cenário brasileiro e global impõe desafios como adaptação constante, inovação tecnológica e disciplina financeira, mas reforçou que é justamente nesses momentos que a tradição e a experiência do Mauá fazem toda a diferença.
Após assumir a presidência do Estaleiro Mauá, fundar o Promar e ocupar a diretoria do grupo norueguês Vard à frente do Estaleiro Promar, Miro construiu reputação de executivo que alia conhecimento técnico à capacidade de conduzir desafios complexos. Sua trajetória inclui ainda mandatos como conselheiro de empresas importantes do setor, tanto no país quanto além das fronteiras.
Agora, de volta ao Mauá como CEO, ele não vem apenas para ocupar um cargo: traz consigo a missão de fazer do estaleiro um grande polo industrial novamente, impulsionando a geração de empregos, atraindo investimentos e retomando o protagonismo econômico que o Mauá já teve ao longo de seus quase 180 anos de história.
Mais do que um gesto simbólico, a visão de Miro está ancorada em projetos concretos que envolvem modernização, parcerias estratégicas e desenvolvimento local. Entre essas iniciativas, destaca-se o convênio com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para a recuperação do histórico Castelo do Conde Pereira Carneiro, fundador do estaleiro. O espaço, agora iluminado e visível para quem chega a Niterói pela Ponte, deverá ganhar vida como museu, preservando memórias de um passado que impulsiona o futuro.
Sob o olhar atento de Miro Arantes, o Mauá avança hoje não como relíquia, mas como símbolo de renovação, impacto e contribuição para a rica história industrial da cidade e do país.
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