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Carlos Ruas mostra a Niterói Sorriso

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A movimentada Rua da Conceição

“Niteroi de Outros Tempos” é o livro que o jornalista Carlos Ruas lança nesta quinta-feira (30/11), às 19h, no segundo piso do Plaza Shopping. Conta a história da ex-capital fluminense através de fotos em preto e branco, de um tempo em que a vida era bem mais colorida. Tempo bom em que a cidade era arborizada, tranquila, sem engarrafamentos, sem assaltos nem violência.

A Rua da Conceição, em dezembro, era fechada ao tráfego de bondes, ônibus e carros, para facilitar as vendas de Natal. A travessia de carros na Baía de Guanabara era feita por duas barcaças, a Cantareira e a Valda, esta na Ponta d’Areia. O governador despachava no Palácio do Ingá, os deputados ocupavam o prédio onde hoje está instalada a Câmara, o Tribunal de Justiça hoje é museu e o prédio do Tribunal de Contas, conhecido como bolo de noiva, está abandonado próximo à descida da Ponte.

Ruas, hoje com 90 anos, diz que a cidade era conhecida como Sorriso, pela simpatia de sua gente, mas hoje vive sitiada em casa, com medo de sair às ruas com violência presente em todos os cantos.

Em seus 65 anos de profissão viu fatos marcantes, alegres e tristes. O incêndio do circo, a revolta nas Barcas e a morte de Roberto Silveira, são algumas delas que ainda se emociona ao lembrar.

O niteroiense era festeiro, recebia em suas casas ou fazia festas glamourosas nos clubes Central, Regatas e Canto do Rio.

A saúde pública recorria ao Antônio Pedro e a particular ao Hospital Santa Cruz, que tinham em seus quadros os melhores médicos.

Não havia comida a quilo, o point gastronômico eram o restaurante Monteiro, no Centro, e a Gruta de Capri, em Icaraí. A diversão, no Pétit Paris, boate que lançou o internacional Sergio Mendes.

A cidade tinha outras marcas fortes, como o Cicle São Bento, o Ginásio Icaraí, a Leiteria Brasil, a padaria Pão Quente, a Confeitaria Esportiva, o Hidrovita, que servia água com hidrolitol; a Pastelaria  Imbui, com os tradicionais pastéis e caldo de cana; e a Italiana, que fazia pizzas.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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