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Bispo debate morte por exclusão social

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A mistanásia, morte causada pela exclusão social que atinge milhões de doentes durante a vida inteira, e não apenas nas fases avançadas e terminais de suas enfermidades, é tese de pós-doutorado em teologia moral que Dom Luiz Ricci, bispo auxiliar de Niterói, lança em livro hoje (05/10), às 18h30m, na Unilassale.

O neologismo mistanásia foi cunhado pelo padre Márcio Fabri dos Anjos, doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália). Trata-se de um conceito já coexistente e subjacente nas reflexões bioéticas, especialmente na América Latina, mas que ainda não aparece de forma clara e satisfatoriamente difusa. O viver sofrido quase sempre leva a morrer fora do tempo ou “antes da hora”. 

Dom Luiz Ricci explica que a bioética, como ética aplicada, situada num contexto social injusto e plural, visa contribuir para a defesa e a promoção da vida humana, sobretudo a vulnerada e exposta à possibilidade de morte mistanásica.

O livro está dividido em cinco capítulos, começando com o autor discorrendo sobre o modo de ser latino-americano como ambiente favorável para o surgimento do conceito de mistanásia, seguido de uma proposta de mística para a bioética. Na sequência, são apresentados os cenários históricos que precederam o termo, e depois a apresentação do conceito, sua difusão e contribuição para o deslocamento de acento em bioética.

Dom Luiz foi professor de ética teológica e bioética na Faculdade João Paulo II (Fajopa), em Marília, até assumir como Bispo Auxiliar de Niterói em agosto. Tem mestrado e doutorado em teologia moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense – Academia Alfonsiana de Roma, e pós-doutorado em bioética pelo Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.

O lançamento do livro “A morte social: mistanásia e bioética” e palestra acontecem hoje (05/10), às 18h30m, na Unilassalle, na Rua Gastão Gonçalves 79, Santa Rosa. Antes do lançamento, o arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, presidirá a celebração de missa às 17h30m, no local.

 

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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