A juíza concedeu a liminar “diante dos prejuízos causados pelo movimento grevista aos advogados e às partes, em razão das dificuldades de levantamento de alvarás”. Ressaltou também na sua sentença que ‘o movimento grevista dos bancários vem impedindo o livre exercício da advocacia e causando, sobretudo, imensuráveis prejuízos aos jurisdicionados, que possuem crédito de natureza alimentar”.
A liminar entrou em vigor na última segunda-feira (19/09). Na terça, a agência funcionou somente das 11h às 15h, e nesta quarta-feira os bancários passaram a demorar em média 20 minutos para pagar cada alvará, enquanto normalmente essa operação dura cerca de três minutos apenas, segundo afirmou o advogado Celso Oliveira.
Antonio José Barbosa da Silva, presidente da OAB de Niterói, disse que a entidade entrou com ação civil pública para garantir o atendimento aos advogados “porque o papel da Ordem é lutar não apenas pelas prerrogativas dos profissionais do Direito, mas também de seus clientes, jurisdicionados que dependem da liberação desses créditos de natureza alimentar”.
Hoje, a OAB Niterói entrou com outro pedido de liminar em ação civil pública contra a Caixa Econômica, porque estaria fazendo pagamentos de alvarás judiciais somente aos advogados que sejam clientes do banco.
Na fila da agência Três Poderes, na qual os advogados somente eram admitidos depois de apresentar carteira da OAB, CPF, número de telefone e endereço, a opinião quanto à atitude da Ordem era completamente diversa da emitida pelos sindicalistas.
Carregando uma criança no colo, a advogada Daniele Alvarenga de Souza até às 15h não tinha sido atendida para receber três alvarás de clientes. Ela chegou à agência da Rua da Conceição às 10h. Há uma semana vem tentando receber o pagamento, já tendo ido às agências do Banco do Brasil no prédio do Tribunal de Justiça, no Centro do Rio; na de Copacabana e em outra em Bonsucesso.
Bruno Castro chegou às 10h30m e, assim como muitos colegas, até as 15h não foi atendido. Nessa hora, começou um princípio de tumulto e alguns advogados chamaram a Polícia Militar para coibir a operação tartaruga dos bancários. Como não aparecia nenhum policial, ligaram para o coronel-PM Fernando Salema, comandante do 12º BPM. Uma oficial respondeu que o batalhão estava com todo o seu efetivo em uma grande operação policial em Niterói e, por isto, não seria possível atender ao chamado dos advogados.
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