A informação do Instituto de Segurança Pública (ISP) de que as rodovias BR-101, RJ-104 e RJ-106, que cortam São Gonçalo, registraram aumento em diversos indicadores de criminalidade no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, preocupa muito não apenas aquele município, mas também Niterói, porque afeta e põe em risco diretamente a vida de seus moradores.
Nem é preciso dizer que, para sair de Niterói em direção a qualquer cidade do lado de cá da Ponte Costa e Silva, é necessário passar por uma dessas três rodovias, onde o roubo de veículos apresentou aumento de 158,2% entre janeiro e junho. O trecho Niterói-Manilha da BR-101 é considerado um dos mais críticos, por atravessar áreas dominadas pelo Comando Vermelho, como o Complexo do Salgueiro.
Não canso de dizer que a mão de obra do povo gonçalense sempre abasteceu as casas niteroienses com pessoas da melhor qualidade e confiança. Hoje, muitas delas são prisioneiras e vítimas da bandidagem em suas próprias comunidades, sendo extorquidas por criminosos que exigem a compra de gás, cesta básica, internet e até cigarros por intermédio da organização criminosa.
Dados do ISP apontam 1.335 registros de roubo de veículos, contra 517 no mesmo período de 2025, quando o município contava apenas com o 7º BPM. Hoje, São Gonçalo também conta com o 1º BPM. Outro dado preocupante é o número de roubos de cargas, que passou de 97 para 194 ocorrências, uma alta de 100%. Mercadorias que, em seguida, são revendidas aos moradores obrigados a comprar na mão dos bandidos.
A hora é essa para tentar acabar com o gravíssimo problema dos assaltos a carros e ônibus nas rodovias que cortam São Gonçalo e minimizar o sofrimento dos moradores, reféns de todo tipo de criminoso.
O presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, como governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, poderia aproveitar o livre trânsito que tem com o presidente Lula para solicitar o apoio do Governo Federal, a fim de enfrentar esse problema gravíssimo que atinge em cheio a população dessas duas importantes cidades fluminenses, uma das quais, Niterói, já foi capital do estado.
Ricardo Couto iniciou sua carreira na magistratura como juiz em Niterói e, posteriormente, em São Gonçalo. Conhece bem a realidade das duas cidades, com as quais mantém vínculos permanentes.
Também acertou em cheio ao nomear para secretário e comandante da Polícia Militar o competente coronel Sylvio Guerra, que possui formação em cursos na área militar e de segurança pública, além de ampla experiência em comandos de unidades operacionais e administrativas. Foi chefe do Estado-Maior Especializado e comandante do 12º Batalhão da PM, realizando excelente gestão na segurança de Niterói e Maricá.
O secretário sabe que a guerra a ser enfrentada em São Gonçalo exige a união de todas as forças de segurança estaduais, federais e municipais.
A hora é agora.
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