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Ambulantes impedidos de abrir barracas em Niterói reclamam de discriminação

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Vendedores ambulantes impedidos de voltar às ruas de Niterói pelo decreto que reabriu o comércio desde segunda-feira (19) estão se sentindo discriminados pela prefeitura. Fernando Carvalho, presidente da Associação dos Ambulantes de Niterói (Acanit) diz que a categoria entende o momento de pandemia, que sempre obedeceu às ordens de fechamento das barracas, mas agora estariam sendo prejudicados pelo ato do prefeito Axel Grael.

– Nos sentimos injustiçados pela prefeitura. Em seu último decreto reabriu estabelecimentos que atuam em locais fechados como shoppings, teatros, cinemas, centros comerciais e comércio de rua. Mas continuou proibindo os ambulantes que trabalham de forma individual, atendendo um cliente por vez ao ar livre – disse o presidente da Acanit.

Segundo ele, os ambulantes não estão contra a abertura do comércio, “nem contra o fechamento, caso necessário para preservar vidas. Somos contra a discriminação dos ambulantes licenciados, que exercem a sua atividade econômica de forma lícita e formalizada, mas não são considerados como comércio de rua. O que somos então?”, questiona Fernando Carvalho.

Para a Acanit, os ambulantes deveriam ter sido incluídos na fase laranja juntamente com o comércio de rua. O presidente da associação diz que a medida da prefeitura “parece discriminação ou política de privilégio para um setor econômico em detrimento de outro a fim de reduzir a concorrência para os beneficiados no último decreto”.

– Sustentamos a nossa família com o comércio ambulante na rua. Só queremos exercer o nosso direito de trabalhar e buscar uma vida digna e honesta. Nossa manifestação é pelo trabalho. Não faz sentido abrir alguns comércios e discriminar os outros – conclui Fernando Carvalho.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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