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Categories: Coluna do LAM

A baderna nos quiosques da prefeitura

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Imundície, falta de higiene, péssima conservação. Os quiosques da prefeitura espalhados pela orla da praia de Charitas são uma aberração urbanística que irrita muitos cidadãos que pagam um dos mais caros IPTUs do país. Também graças à omissão das autoridades, alguns da praia de Piratininga caminham a passos largos para a mesma situação.

Em Charitas é um vale-tudo. Os quiosques foram construídos anos atrás pela prefeitura que os cedeu, em regime de concessão, à iniciativa privada, que deveria mantê-los limpos, com mobiliário em ótimo estado e, acima de tudo, padronizados. Caso contrário, teriam a concessão cassada e repassada a outro. Mas o que se vê em Charitas é a essência da baderna. Alguns quiosques são imundos, cada um mais degradado do que o outro, e avançam pela areia da praia. Volta e meia colocam o som nas alturas.

Já em Piratininga, alguns (não são todos) exploram o serviço no calçadão e também na areia, que no estilo “terra sem lei” privatizaram na marra e onde espalham cadeiras de plástico velhas (quando quebram podem ferir seriamente uma pessoa) onde “garçons” (entre aspas) atendem os frequentadores com bebida e comida com preços nas alturas e sabe-se lá em que estado de conservação e procedência.

Quando indagados sobre como conseguiram a concessão da prefeitura e, ainda, como conseguem renová-la, a maioria dos quiosqueiros nada diz e, irritados, ainda tenta tirar satisfações. O que se sabe, em Charitas e Piratininga, é que o critério é o do pistolão político. “Ninguém consegue tirá-los daqui e muito menos fazer o que já deveria ter sido feito há anos que é derrubar os quiosques e reconstruí-los dentro de um novo padrão, respeitando a higiene e o urbanismo”, comenta um morador do bairro.

Outra caixa preta é o faturamento dos quiosques, uma contabilidade que ninguém mexe. Mas que rende muito dinheiro, todos os dias (principalmente no verão) isso é certo.

Rica lambança.

Luiz Antonio Mello

Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.

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