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A rua mais engarrafada na cidade de pior trânsito do país

Escrito por Luiz Antonio Mello às 08:55 do dia 7 de abril de 2018
Sobre: Cadê os vereadores
07abr

Dois indicadores divulgados semana passada envergonham Niterói. O Instituto de Segurança Pública informou que na Baixada Fluminense e no Rio houve queda nas mortes violentas no mês de fevereiro. Em Niterói o índice subiu 9%. Já a empresa 99 Táxis fez uma pesquisa, segundo revelou esta Coluna do Gilson, e mostra que Niterói tem o pior trânsito do país.

Cadê os vereadores?

A pesquisa mostra que as viagens na cidade, nos horários de pico, demoram 78% a mais, em média, do que as realizadas com tráfego livre. O Rio de Janeiro ficou em oitavo lugar, e São Paulo em sétimo.

Cadê os vereadores?

A responsável por essa falta de respeito com o cidadão tem nome: NitTrans. Um inútil e obeso cabide de empregos que nasceu no final de 2005 como sociedade mista de tendo como acionista majoritário o Município de Niterói.

A NitTrans simboliza a indolência, o desrespeito aos cidadãos que pagam seus impostos; é um escarnio. Para ela, vale a “lei” é o direito de não ir e não vir, e parece gostar de exibir diariamente a sua incompetência e malemolência na caótica imobilidade urbana.

A estatal tem uma cara: a rua Álvares de Azevedo, em Icaraí, considerada a mais engarrafada na cidade que tem o pior trânsito do país. Uma via crucial, utilizada por muitos que tentam acessar ruas importantes como Tavares de Macedo, Gavião Peixoto, Mem de Sá e avenida Roberto Silveira. Não há guardas e os velhos sinais estão caducos.

Os moradores da Álvares de Azevedo não suportam mais a baderna, e não é à toa que diariamente, pela manhã, vários caminhões de mudança são vistos. As pessoas estão se mudando, não só de bairro, mas de cidade.

Cadê os vereadores?

A revolta dos motoristas-contribuintes-eleitores começa cedo, por volta das sete da manhã quando o trânsito na Álvares para, e continua parado até, no mínimo, 10 da noite.  Impunes, motoristas trancam o cruzamento com a Pereira da Silva e Tavares de Macedo, que também fica engarrafada.

Não há guardas em nenhum cruzamento, sobram caminhões de entregas, de mudanças, carros estacionados do lado esquerdo (o que é proibido), enfim, a desordem é total. A “cereja do bolo” foi a criação, pela prefeitura, de um ponto de ônibus na rua Tavares de Macedo, quase na esquina com Álvares de Azevedo mais uma demonstração de ampla ignorância.

Cadê os vereadores?

Com o trânsito parado os motoristas, desesperados, fazem buzinaços transtornando moradores e passantes. Ambulâncias, carros da polícia, ônibus, ninguém anda. As angustiantes sirenes tentando furar o bloqueio provocam agonia. Como se não bastasse, motos, bicicletas, triciclos de entregas andam pelas calçadas ignorando os pedestres, enquanto um exército de flanelinhas achacam, perturbam, fazem o que querem na terra sem lei.

Cadê os vereadores?

Não há aqui intenção de minimizar o caos no trânsito em toda a cidade mas na Álvares de Azevedo a situação é a mais caótica. Em qualquer lugar, todas as regiões e bairros, os desmandos, a desordem, a degradação são a norma.

Muita gente tenta deixar o carro em casa, mas fica parada nos ônibus, motos, bicicletas. Não há saída porque a NitTrans não quer trabalhar. Não gosta, não quer, não precisa trabalhar, não tem que dar satisfações a ninguém, nem a seus superiores.

E a pergunta permanece.

Cadê os vereadores?

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Luiz Antonio Mello
Luiz Antonio Mello
Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.
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7 thoughts on “A rua mais engarrafada na cidade de pior trânsito do país

  1. A meu ver,que circulo diáriamente pelos bairros da cidade,principalmente os da zona Sul,Zonas das Praias da Baia,Pendotiba e Região Oceânica,por força do meu trabalho,o que falta para o trânsito ficar bem melhor em Niterói é em primeiro lugar a necessidade de manter os ônibus em suas pistas permitidas,principalmente nas do Centro,do Ingá,de Icaraí,São Francisco,Charitas,Largo da Batalha,Pendotiba e nas da Região Oceânica.Em segundo lugar estabelecer horários fora do “rush” para os caminhões e caminhonetes descarregarem e carregarem as mercadorias.Os comerciantes da cidade poderiam colaborar sugerindo os melhores horários.E em terceiro lugar ter motos,com orientadores de trânsito, circulando pelas ruas mais engarrafadas,para verificarem os motivos e agirem com rapidez,solucionando os “estreitamentos”provocados nos locais.Os dias de chuva e de muito sol fazem que as pessoas saiam mais com seus carros o que também ocasionam maior número de carros nas ruas.Neste caso só Com mais orientadores de trânsito para acelerar os “lerdos”que andam falando e digitando nos seus celulares.Com certeza o trânsito ia melhorar em muito na cidade.Os engenheiros de trânsito do município precisam sair do ar-condicionado das suas salas e ir para as ruas observar os “estreitamentos”que são causados pelos maus motoristas de ônibus,caminhões e carros da cidade.

    1. Sr. José Ernesto. Atente para o fato de que os veículos de serviço devem circular nos horários comerciais, pois trata-se de funcionários regulares, trabalhando segundo o regime da CLT. Obrigá-los a trabalhar em horário não-comercial tem um impacto profundo em seus regimes trabalhistas e nos gastos das empresas. Neste caso, a única solução é PROIBIR ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS PARTICULARES NAS RUAS, e liberar espaço para veículos comerciais, com recuos sempre onde houver espaço nas calçadas.
      Em relação aos “orientadores de trânsito”, estes já proliferam pela cidade, mas nada conseguem fazer contra os engarrafamentos, além de agitar os bracinhos e assoprar seus adorados apitinhos. O volume de veículos em relação ao espaço disponível é insano, e só reduzindo este volume é que alguma melhora poderá acontecer.

  2. Sofremos uma tentativa de assalto na subida da garganta em Niterói.
    Domingo de Páscoa às 10:00 horas da manhã
    Meu marido escutou barulho de moto e olhou pelo retrovisor da S10 e viu que nós estávamos sendo seguidos ele tentou escapar acelerando o máximo que pode parando em frente ao Largo da Batalha em frente um comércio os bandidos mandaram parar e descer do carros
    Mas nesse momento veio um ônibus e fechou a caminhonete eles não conseguiram levar desistiram
    Eram quatro motos sete ladrões
    Graças à Deus estamos vivos.
    Niterói está totalmente abandonada

  3. Os vereadores estão dentro de suas unidades motorizadas móveis (isto é, carro), geralmente climatizadas, locomovendo-se para o trabalho, como fazem todo dia, adquiridos graças aos seus “méritos” e exibidos como um símbolo de seu sucesso econômico e social. O mesmo estão fazendo os “ilustríssimos” (atenção à ironia, por favor) membros do nosso “ilibado” (atenção à ironia, por favor) poder judiciário, ocupadíssimo neste momento em esquecer que existe uma constituição e perseguindo seu maior inimigo político. O mesmo estão fazendo os “digníssimos” (atenção à ironia, por favor) empresários da cidade, que com sua “ética inabalável, pagam religiosamente TODOS os seus impostos e obrigações trabalhistas, sem dever um único centavinho ao INSS – só para citar um exemplo -, mas que são pobres vítimas de uma sistema cruel e invisível que os oprime e suga cada gota de seu santificado suor – o suor do trabalho disciplinado e que nunca visa o lucro a qualquer preço, mas apenas o bem-estar geral da comunidade” (atenção à ironia de todo este último raciocínio, por favor). O que fazer então para que não haja trânsito caótico em uma pequena cidade de 130 km2, onde habitam 500 mil pessoas, que precisam se deslocar diariamente? Aterrar o mar para aumentar espaço seria burro e muito caro. Construir níveis de ruas e avenidas acima do nível do solo seria caríssimo e de muito mal gosto estético, além de prejudicial à saúde. Construir túneis de circulação por baixo da terra seria caríssimo e potencialmente perigoso para as construções já existentes na superfície. Usar teletransporte (à la ‘Jornada nas Estrelas’) ainda não é possível. Só vejo uma coisa que pode ser feita: redução do tamanho da população. Incentivar a diminuição da taxa de natalidade, promover planejamento familiar racional, encorajar pessoas a fazer uso de preservativos e de pílulas anticoncepcionais, legalizar e naturalizar o aborto, e implantar uma verdadeira educação sexual nas escolas públicas e particulares são medidas perfeitamente viáveis, já existentes, e infinitamente mais baratas. Então o que falta para que as coisas comecem a mudar de verdade? Falta cérebro e boa vontade. Qual desses dois últimos é o mais difícil de se conseguir?

  4. Niterói está o caos, sempre que posso só ando a pé, com o celular do ladrão na bolsa para eventual necessidade. É muito triste isso tudo que está acontecendo, lamentável!

  5. É uma pena que em meio a tantos vereadores só um teve a Lucidez de ver o óbvio. Triste por ter votado em quem votei os políticos estão preocupados apenas com que é melhor pra eles próprios e não no que é ou for melhor pra cidade,pra coletividade

    1. Sra. Lucia, faça um cuidadoso exercício de reflexão e tente definir quem NÃO está preocupado apenas consigo mesmo, e está VERDADEIRAMENTE preocupado com o bem coletivo. Como se vê, a mentalidade dos vereadores, dos deputados, dos juízes, dos empresários, dos “homens das igrejas”, é, no fundo, a mentalidade de QUASE TODOS NÓS. Quem será o primeiro a mudar sua mentalidade? Quem deve dar o exemplo? Devemos esperar que os políticos o façam?

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