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Morto em Curaçao chega hoje a Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 12:59 do dia 6 de janeiro de 2018
Sobre: Velório domingo
06jan

A burocracia diplomática de Curaçao fez com que somente neste sábado (06/01), chegasse a Niterói o corpo de Francelino França, de 29 anos, um jovem galã, dono de um sorriso irresistível, bem criado, queridíssimo pelos amigos, amoroso com todos que o conheciam, que morreu afogado, depois de ter tido uma convulsão, quando mergulhava ao lado da namorada e de outro casal jovem, no último dia do ano, no ensolarado mar azul da ilha do Caribe, colonizada pelos holandeses. 

Três amigos que estavam também passando o réveillon em cidades próximas, se deslocaram imediatamente para o local da tragédia, esbarrando numa burocracia infernal para a liberação do corpo, desde a autópsia, a tradução juramentada de toda a documentação, transporte aéreo de dois trechos, até a chegada hoje ao Brasil.

O triste acontecimento ganhou logo as redes sociais e acabou com o réveillon dos amigos da juventude niteroiense, que vêm  sofrendo silenciosamente há  uma semana, aguardando a chegada do corpo do amigo Lino, como era conhecido, para prestar-lhe a última homenagem, domingo, dia 7/ 01, no salão nobre do Parque da Colina, das 10h às 12h, onde depois será sepultado.

Filho e neto de tradicionais famílias do Norte Fluminense, sua mãe, Maria da Graça Cury, ex-miss Campos, empresária do comércio exterior, faleceu recentemente. O pai é o também empresário e fazendeiro José França, figura prestigiada e querida na sociedade niteroiense. Deixa o irmão José, que de tão agarrados, sempre dividiram o mesmo quarto.

O avô que lhe deu o nome, Francelino França, e sua avó Yeda, chegaram a Niteroi ainda moços, sendo ela uma das primeiras mulheres a ser eleita vereadora na ex- capital fluminense. Já ele, ainda rapaz assumiu a Secretaria de Agricultura do governador Amaral Peixoto, tendo ocupado o cargo em outros governos, por ser um conhecedor profundo da terra do Estado do Rio.

Sua família viveu a vida toda num casarão no bairro do Ingá, onde o grande terreno da Rua Pereira Nunes hoje está  ocupado por  vários edifícios.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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11 thoughts on “Morto em Curaçao chega hoje a Niterói

  1. Sempre fui muito amiga da família, Graça era como uma irmã pra mim, acompanhei toda gravidez tanto do Zé Jr quanto a do Lino, vi esses meninos nascerem e crescerem, estou arrasada?Mas sei que o Lino agora está junto da mãe a quem amava muito e não conseguiu superar a perda ?

  2. Menino lindo, educado, carinhoso e muito inteligente.
    Fiquei muito triste com a notícia.
    Foi meu aluno no Instituto Abel e adorava as aulas de Estudos Sociais, principalmente, quando o assunto era o Segundo Reinado.
    Lembro-me tão bem dessa situação, pois Francelino trazia grãos de café para ilustrar as aulas.
    Guardarei sempre esses momentos tão significativos.
    Vá em paz!

  3. Trabalhei com a avó dele, Dra. Yeda, advogada na CAIXA. Cheguei a participar de um jantar de lançamento da candidatura do Silvio Lessa, no casarão do Ingá.

  4. Francelino por vezes vinha a nossa casa.
    Realmente sempre alegre .Sentiremos sua falta
    Sendo grande amigo de meus filhos Gabriel ,Raquel e Mateus
    Desejo que o Senhor Deus conforte o coração da família e amigos

  5. Muito triste!! Conheci toda a família, muito querida em Niterói. Que Deus o receba no seu reino e conforte os corações dos familiares e dos amigos!!

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