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Maria Virgínia, uma vida inteira dedicada à enfermagem nos hospitais de Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 17:20 do dia 12 de maio de 2020
Sobre: Dia das Enfermeiras
  • enfermeira Maria Virgínia
12maio

enfermeira Maria VirgíniaNo Dia das Enfermeiras, hoje (12/05), o cirurgião Guilherme Eurico, um decano da medicina, lembra de Maria Virgínia Pinheiro Castanheira. Ela dedicou-se integralmente à profissão, salvando muitas vidas nos hospitais de Niterói, juntamente com os médicos.

Menina ainda, ajudava a mãe e 13 irmãos trabalhando na roça em Ponte Nova, Minas Gerais. Todo mundo ficava impressionado com a habilidade manual que Maria Virgínia exibia ao separar os órgãos do porco, depois de abatido, para consumo da casa.

Veio para Niterói tentar a carreira de médica. Conclui o antigo curso científico no Colégio Batista, no Ingá. Passou no vestibular da Faculdade de Medicina de Teresópolis, mas teve que trancar a matrícula por não poder pagar a mensalidade.

Resolveu trocar de curso e ingressou na Faculdade de Enfermagem da UFF. Depois de formada, atuou como instrutora de alunos. Na tragédia do incêndio do Gran Circo Norte-Americano, ela se apresentou como voluntária no Hospital Antônio Pedro, em 1961, passando a trabalhar com a equipe comandada por Ivo Pitanguy. O cirurgião plástico também foi voluntário para o tratamento das dezenas de pessoas queimadas.

Maria Virgínia acabou contratada pelo hospital universitário, onde trabalhou por cinco anos.  Foi quando passou no concurso para o governo federal, sendo lotada no Hospital Orêncio de Freitas, no Barreto. Ali ajudou a montar o Centro Cirúrgico, que chefiou por mais de três décadas.

Trabalhando num hospital de residência médica cirúrgica, várias gerações de doutores operaram ao seu lado. Todos reconhecem a sua competência, experiência e espírito humanitário com os pacientes.

Aos 88 anos, Maria Virginia diz que assiste pela televisão o esforço de seus colegas, se arriscando para salvar vidas do Covid-19, muitos sem contar sequer com equipamentos adequados de proteção. Afirma que, se fosse mais nova, se apresentaria novamente como voluntária nesse batalhão de anônimos profissionais de saúde na linha de frente do enfrentamento à pandemia do coronavirus.

Seguiu os exemplos de Ana Nery, voluntária durante a Guerra do Paraguai, patrona das enfermeiras pela dedicação, amor e patriotismo. Ana Nery acompanhou corajosamente as tropas brasileiras, estando sempre ao lado dos enfermos com enorme abnegação.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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10 thoughts on “Maria Virgínia, uma vida inteira dedicada à enfermagem nos hospitais de Niterói

  1. Que alegria em ver essa homenagem a essa guerreira. Trabalhei tantos anos sob a chefia de Maria Virgínia no Hospital Orêncio de Freitas, tudo que aprendi devo a essa maravilhosa e dedicada profissional
    Sempre honesta, competente e acima de tudo,
    muito humana.
    Parabéns enfermeira Maria Virgínia Castanhnhera.

  2. Convivi um bom tempo com dona Virgínia. Frequentei o Orêncio de Freitas como acadêmico. Ajudava cirurgias do dr Domenico Accetta I e tb o dr Lutegarde Vieira de Freitas. Mais tarde como médico concursado, continuei a convivência. Sabidamente cirurgiões costumam ser prepotentes. Os donos da bola no centro cirúrgico. Eu admirava dona Virgínia. Sempre com delicadeza, colocava os cirurgiões no devido lugar. E o interessante, todos obedeciam. Até mesmo o prof Guilherme Eurico. Ela foi sensacional.

  3. Uma profissional exemplar que colocava a equipe para trabalhar. Pontualíssima e dedicada em tudo, o ser humano estava em primeiro plano. Sempre a frente da sua época foi a primeira mulher a trabalhar em agéncia bancária na terra natal. Não aceitou o destino da época : ser dona de casa. Veio para Niterói , enfrentou os desafios e formou mtos alunos. No dia 2 de agosto fará 89 anos , agradece a Deus pelos anos de vida e se entristece pela desvalorização do profissional que literalmente estão ao lado do paciente. Aquele sem dúvida foi um País melhor! Brava e bela mulher! Ficaria aqui escrevendo páginas e mais páginas sobre a vida e obra da filha, irmã, tia, professora, amiga e profissional Maria Virgínia ( a querida tia Zina). É uma honra tê la como exemplo e tê la como madrinha que se preocupa com todos! Beijos no seu coração lindo , guerreiro e puro!

  4. Virginia com seu profissionalismo e conhecimento técnico ,foi responsável pela melhor qualidade da formação de inúmeros cirurgiões.
    Líder do centro cirúrgico onde quer que tenha trabalhado.
    Rígida e exigente com os profissionais e humana com os pacientes

  5. Trabalhei por 4 anos no Hospital Orêncio de Freitas e por muitas vezes ouvi falar desta grande profissional, sempre lembrada por seu profissionalismo e bom trato com os pacientes. Fico feliz por ela em vida receber tão linda homenagem!!

  6. GRANDE DONA VIRGINIA , UM EXEMPLO DE PROFISSIONAL ,TRABALHADORA SEMPRE COLABORANDO E AJUDANDO OS COLEGAS DO CENTRO CIRÚRGICO, MUITO RESPEITOSA COM TODOS PRINCIPALMENTE OS PACIENTES , FAZIA O CENTRO CIRÚRGICO FUNCIONAR SEM TUMULTOS . A MELHOR PROFISSIONAL COM QUE TRABALHEI . UM PARABÉNS MONSTRUOSO PELO DIA DO PROFISSIONAL QUE TANTO HONRA

    1. Fui acadêmico de Medicina de 1973 ate 1975 no Hospital Orencio de Freitas, onde aprendi à admirar e respeitar essa grande Enfermeira, competente . Quando retornei como staff desse mesmo Hosp ital em 1982 pude ainda continuar a atuar sob sua disciplinadora conduta. Parabéns, ícone da Enfermagem contemporânea.

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