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Joia rara para Niterói lembrar sempre

Escrito por Gilson Monteiro às 11:20 do dia 3 de agosto de 2018
Sobre: Brilhante
03ago

Germano Grand, um empresário que valorizou a cidade, deveria receber de Niterói uma homenagem que perpetuasse sua memória. Desde o seu falecimento aos 98 anos, em julho, nenhuma voz ainda se levantou para propor dar seu nome a uma rua ou uma praça, apesar de ele ter sido uma das figuras mais simpáticas e queridas do mundo lojista e da sociedade niteroiense

A sua vitoriosa trajetória deve ser lembrada. Aos 13 anos, deixava a Polônia para vir morar na ex-capital fluminense, onde estudou no Colégio Carvalho e se especializou como torneiro mecânico na Escola do Trabalho. Formado, foi trabalhar na fábrica de fósforos Fiat Lux, no Barreto.

Abriu sua primeira loja, o Palácio das Joias, na Rua Coronel Gomes Machado, onde ficou até 1951 até inaugurar a Grand Joias, na Rua da Conceição, que virou referência em bom gosto e sofisticação pelas mais finas peças importadas da Europa ou confeccionadas pelos melhores designers brasileiros da época.

 A loja, que ficava próxima da Estação das Barcas, tinha também uma freguesia carioca que atravessava a baía, em busca do que havia melhor não só em joias, mas em objetos de decoração. Havia também uma galeria de artes, reunindo quadros e esculturas dos melhores artistas brasileiros.

Até se mudar para a Rua Miguel de Frias, em Icaraí, Germano Grand manteve funcionando na Praça Arariboia um relógio instalado em um pedestal, controlado de dentro da loja da Rua da Conceição, que servia de orientação para os passageiros que iam ou chegavam de barca a Niterói.

Germano e Marieta tiveram dois filhos, Beth e Carlos, além de vários netos. Deixarem uma saudade imensa no coração daqueles que tiveram o privilégio de conviver com o querido casal, duas joias raras, desde o tempo em que Niterói vivia o glamour de Cidade Sorriso, onde a paz e a tranquilidade reinavam nas casas e nas ruas de nossa cidade.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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5 thoughts on “Joia rara para Niterói lembrar sempre

  1. Querido Gilson receba o meu mais carinhoso beijo e o agradecimento pelo comentario sobre o meu querido pai em sua coluna ! Que Deus te cubra de de bênçãos 😘😘😘😘 Betty Grand

  2. Aqui estão com homenagens para Marighella, Lamarca que sempre pergunto o que fizeram por Niterói, sem nem me preocupar pelo que fizeram pelo BRASIL …

  3. Belos e justos comentarios! Eu os conheci e tenho orgulho enorme por isso!criou os filhos como joias raras!!!

  4. Querido amigo Gilson,
    Em nome da minha família agradeço as suas sempre preciosas linhas ao lembrar do nome dos meus queridos pais, que D’us os tenha, e que sempre ficarão na nossa lembrança e de seu amigos.
    Grande abraço.
    Carlos Grand
    cgrand@me.com

  5. Parabéns Gilson, pela justa homenagem aos Gran’s , enaltecendo pelo histórico a bacana trajetória do querido Germano. Um elegante homem do tradicional comércio. De fato, fino no trato e no gosto. Boa cobrança aos homens das políticas Niteroienses, para que formalizem a homenagem em Ato Oficial. Jornalista nota 1.000

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